Moradores ainda ignoram reuniões de condomínio

Número de membros necessários, existentes e/ou representados, numa assembleia para que as decisões tomadas sejam válidas permanece baixo

Uma aferição com moradores de prédios residenciais na cidade de São Paulo, feito pela empresa Lello, especializada na administração imobiliária, apontou que as assembleias em condomínios são ignoradas por 60% dos condôminos. É um dado preocupante, mas que não é exclusivo dos paulistas. Pelos quatros cantos do país não é preciso aferir situação similar, há registros significativos desse afastamento das reuniões de condomínio, em nível igual e até maior; salvo as exceções.

Desculpas – Prevalece, entre os brasileiros, a cultura da aversão aos encontros deliberativos, que deveriam interessar as coletividades pelo caráter sempre importante das decisões. Entretanto, uma variedade de motivos gera essa baixa assistência no assembleísmo, necessário para que as questões sejam validadas em entidades e organizações. Registra-se, como exemplo, a postura de pessoas que se cansam da prevalência de meia dúzia de espertalhões que acabam fazendo o que bem entendem diante da facilidade proporcionada pela quantidade mínima de pessoas presentes numa assembleia.

Têm também aqueles que argumentam que o mau síndico desmotiva muito os condôminos ao não dar exemplos na gestão e de se postar como um manipulador das discussões, nem sempre voltadas para o interesse comum. A falta de mobilização, o desinteresse da relação com o vizinho, o desleixo na defesa dos interesses, a transferência de obrigações para outros compõem tantas e quantas justificativas utilizadas – ou decorrentes – para acrescer os muitos motivos que levam a frustrada participação dos condôminos.

AGO – Até mesmo as Assembleias Gerais Ordinárias, que discutem temas estratégicos para o condomínio, como eleição do síndico, aprovação orçamentária e avaliação de contas, a presença de condôminos raramente supera os 40% de comparecimento. O mesmo se repete com Assembleias Gerais Extraordinárias, cujos encontros são deliberativos para garantir o funcionamento cotidiano do prédio, que diz respeito à segurança, obras, benfeitorias, regulamentação condominial, entre outros itens preventivos e emergenciais.

A pesquisa feita na cidade de São Paulo aponta que as assembleias “campeãs de audiência” acontecem quando o número de presentes chega a 80% dos condôminos. São aquelas que têm em sua pauta temas polêmicos como o sorteio de vagas de garagem porque, nesse caso, quem não comparece acaba ficando com os piores lugares para estacionar seu veículo no condomínio.

Os condomínios realizam, em média, duas assembleias por ano, sendo uma ordinária e outra, extraordinária. “Mas os empreendimentos novos, recém-entregues, fazem em média quatro reuniões no primeiro ano, em razão das diversas decisões que precisam tomar como aprovação do regimento interno e definição de comissão para decoração do prédio, dentre outras”, diz Angélica Arbex, gerente de relacionamento da Lello Condomínios.

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