Redução de gastos com condomínio é alternativa em época de crise

Em condomínios mais antigos, os gastos relativos à água e à energia são divididos igualmente entre todos os moradores. De acordo com o síndico profissional Pedro Bara, essas são as maiores despesas dos condôminos. “Logo em seguida vêm os serviços, como o de portaria”, explica Bara. O síndico trabalha para uma empresa especializada, e presta serviços em 12 edifícios da cidade

Água, energia e serviços representam os maiores gastos nos condomínios Foto: Jéssica Pereira.
“Eu não moro nos prédios, mas nós criamos mecanismos de comunicação”, prossegue. “Eu me faço disponível por telefone, e-mail, e trabalho sempre junto com uma administradora, que é responsável pelo suporte burocrático. Como estamos numa época difícil para a economia, com uma tarifa pública bem acima da inflação, a gente tem que estar sempre mantendo o controle, sempre monitorando os gastos, que podem variar bastante de um mês para o outro. Temos sempre que conversar com os condôminos, grande parte do trabalho depende do bom-senso”.

Atualmente, com a modernidade das construções, o síndico informa que, em um futuro próximo, a cobrança individualizada da água vai passar a ser obrigatória. “Nos casos onde ainda não existe essa cobrança, trabalhamos a consciência do morador, orientando para que ele possa otimizar o uso de água e energia, tomando banhos mais curtos, separando dias próprios para lavar roupas e evitando vazamentos de torneiras”, conclui Bara. “No caso da energia elétrica, uma solução para economizar seria o uso mais regulado dos elevadores, desligando um enquanto os outros estão em funcionamento”.

Sueli Ribeiro Prado, síndica e empresária especialista em administração de condomínios, sugere o envio de circulares por e-mail como uma alternativa mais econômica. “Tudo que puder ser enviado por e-mail é melhor, e se enquadra também na questão ambiental, por se tratar de uma economia que faz bem para o meio-ambiente. A escolha de bancos que tenham as menores tarifas do mercado também ajuda muito, porque suavizaria os gastos realizados com a liquidação de boletos, que é bem cara”, completa.

A empresária ressalta ainda a possibilidade da instalação de hidrômetros por radiofrequência nos condomínios. “Estamos analisando isso mesmo com os residenciais mais antigos. Esse hidrômetro é colocado no acesso das torneiras e a empresa faz a medição do lado de fora da casa. Assim, não é necessária a entrada na casa para fazer a manutenção, controlando-se o gasto individualizado”, esclarece.
O consultor econômico Luciano Costa recomenda a substituição de lâmpadas incandescentes por lâmpadas de led, além da diminuição dos serviços contratados. “Existe a possibilidade de substituir a portaria 24h por uma vigilância e pela instalação de câmeras, minimizando os custos”, aconselha Costa.

Como a renda dos condôminos não acompanha o aumento absurdo dos gastos, a despesa fica mais difícil de ser arcada. “A economia é um fator crucial, pois o valor do condomínio está muito acima da inflação, da correção salarial. Há condomínios onde você pode lavar o carro, por exemplo, atividade que pode ser limitada para fins de economia de água. O mesmo pode acontecer em relação ao uso de das áreas comuns que dependem de água e energia”, finaliza o consultor em economia.

“É essencial que haja uma boa comunicação, com reuniões de conscientização e compartilhamento de informações e ideias com os condôminos. Além disso, é preciso conversar sobre possíveis problemas, se tem alguém que está gastando muito a mais, se tem algum vazamento, o síndico tem que ficar vigilante em relação a essas despesas e custos. Ainda assim, essa tarefa se torna bem mais fácil com o apoio dos moradores, afinal, é interesse de todo mundo”, conclui Costa.


Texto: Ludmila Azevedo

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